[Fotografias do corte 2, da exposição 'Estopim e segredo'] Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Fundo: Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Título: [Fotografias do corte 2, da exposição 'Estopim e segredo']

Data e Local: 03 a 13/01/2020, Rio de Janeiro, Brasil

Espécie Documental: Fotografia

Condições de Acesso: Não Restrito

Cromia: COR

Formato: Pdf

Apoio / Realização: Ameav, secretaria de cultura e cidadania rio de janeiro, Furnas.

Curador: Coordenação: Clarissa diniz, Gleyce kelly heitor, Ulisses carrilho.

Descrição de Conteúdo: Iniciamos aqui esse corte como também uma dobra do que podemos chamar de nós. O nós é um contexto a ser reencenado. Nada está fixo. Pedras que se movem. Rosto balaclava. Paredes perfuradas e chão cravado. Brotam chifres de onde não se via. Interessa mais como incisão e força produzir outros modos de viver. E o que vemos neste lugar faz parte das evidências de um tempo incontornável. Partes do que foi criado espalhadas pelo chão e também suspensas no ar. Fomos inventades pela ousadia das pessoas que vieram antes de nós, sucessivamente, desde o tempo da violenta Grande Travessia Atlântica. A partir disso, me dedico a criar tempos de vida, volátil, leve e misteriosa, como um reflexo ou energia que se desloca de um ponto a outro. Imaginando o que pode aparecer e o que desaparece. Cosmogonias que foram inicialmente desinventadas para que o Ocidente branco fosse forjado. Portanto daqui chamamos de um tempo muito aleatório, com certas dificuldades em se fazer um chamado com uma língua límpida, clara e uníssona. Chamo meus grupos com sua língua manchada preta ou dourada. As galinhas estão soltas por aí também. Gente e bicho e terra tem as mesmas decomposições e suas semelhanças familiares. A verdade como mito. O ponto final como menos importante, como o problema… o problema, a pergunta. Vírgula, reticências, interrogação… alguma exclamação aqui ou alí. Assim apresentamos esse corte, confusão no tempo, espaço para ampliação. Quantas camadas de quantas coisas cabem em uma imagem? Uma reunião de trabalhos que consiste em trazer também o que foi produzido na Residência Raquel Trindade, a Kambinda, no MUHCAB (Museu Histórico da Cultura Afro Brasileira), entre novembro e dezembro de 2019, sobre um solo de ossos e memórias de pessoas negras na região portuária do Rio de Janeiro. O que sentimos com os órgãos externos e o que sentimos com os órgãos internos. O material e a vontade. O que dobro com a mão e o que dobro com o fígado. Visível e invisível ao mesmo tempo. Desencadeia. Não conclui.

Participantes: ana clara tito, gilson andrade, max wíllà morais e pv dias

Biografia: ESTOPIM E SEGREDO é uma exposição coletiva proposta pela turma de 25 bolsistas do Programa de Formação e Deformação Gratuito – Emergência e Resistência. Como uma anti-conclusão, a mostra não desfecha o curso, mas o mantém em aberto através da invenção de outras formas de habitá-lo. Com uma abertura e um encerramento coletivos entremeados por cinco cortes durante os quais as cavalariças do Parque Lage serão ocupadas por pequenos grupos das artistas do programa, Estopim e segredo estende-se até março de 2020 em estado de contínua criação: desta vez ampliando as escutas e as trocas que fundaram os aprendizados do curso ao convocar, para este espaço-tempo de interlocução, os outros públicos da Escola e do Parque. Estende, assim, aos visitantes e participantes da exposição, algumas das perguntas que a conformaram: o que podemos aprender no exercício de expor? Pode uma exposição ser uma escola? Prorrogar o curso por meio de uma exposição em cinco cortes – e assim permanecer no Parque Lage – é um gesto político. Assentar, em um dos bairros de maior IDH (índice de desenvolvimento humano) do Rio de Janeiro, pessoas que historicamente apenas transitam por esse território é um desdobramento da campanha EAV para TODES. Organizada pelas integrantes dos cursos de formação de artistas ofertados gratuitamente pela Escola de Artes Visuais, o projeto mobilizou a própria instituição e a sociedade em prol do levantamento de fundos destinados à permanência dessas artistas em formação – ou seja, a garantir transporte e alimentação às participantes. Nesse esforço, endereçou publicamente a incontornável e inadiável necessidade de justiça social e de reparação histórica das assimetrias que constituem o Brasil e, como tal, a arte que aqui se faz e se legitima. Por isso, em seu processo de ocupação e de imantação do Parque Lage, Estopim e segredo reverbera algumas das nevrálgicas perguntas da EAV para TODES: como chegamos até aqui? E, fundamentalmente, como permanecemos neste lugar?

Documento: Original

Procedência / Forma de Aquisição: Legado

Setor / Local: Ensino

Número de Registro: BREAVSEC-0006

Analógico / Digital: Digital

Suporte: Eletrônico

Gestão: Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Série: Exposição

Subsérie: EAV

URI: http://acervo.memorialage.com.br/xmlui/handle/123456789/14621

Fotografia
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